quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sou isso...

As vezes a gente bate de frente com a gente mesmo
como quem forma colisão entre caminhões
Perdemoso sentido e valor das coisas importantes
E nos deixamos levar por diversas emoções
Ando meio assim, sem eira, sem beira
No limite indiscritivel entre a razão e a loucura
Não me encontro mais onde costumava me encontrar
Meu nome não mais flutua entre becos, ruas...
Estou pouco a vontade com tudo
E tambem ja cansei de procurar certos sentidos
Um dia desses me vi envolvido numas experiencias malucas
coisas que me deixaram inteiramente comovido
Foi ai que me vi pequeno, fragil, sensivel
E por dias afogado nesse mar segui pensando coisas absurdas
Por vezes eram sonhos lindos, por vezes pesadelos
ambos misturados a minha realidade nua e crua
Pensei estar ilhado
Ora fé cega, ora ceticismo
algumas vezes flutuando
outras beirando o abismo
Verdade, estou distante de mim assim como estou de tudo
Feito aquele caminhão descendo a ladeira sem freio
Feito as partes que brigam mesmo vivendo meio a meio
Minha cabeça parece um vulcão que a qualquer hora pode explodir
Penso sem pensar
Crio sem agir
E tudo se perde na mesma velocidade que meu universo gira
Sou minha super-nova
Um buraco negro
sugando a luz das estrelas
desaparecendo
Sou um grito
Uma força sem destino
Atrito
Silencio

Sou isso
Sem creme, morango, velinha e recheio

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