segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Liquidificador velho.

Quese dane essa merda de poesia
Que embeleza o que eu tenho de mais errado
Quando alguem achai isso bonito
Me bate um lance, e até me sinto culpado
Tô do avesso, tudo sai do contrario
Chego a pensar que vivo em outro mundo
outro tempo, outra musica, outra historia
outro tudo...
Que merda de poesia
Pra ser sincero essa porra de rimar é um absurdo
Minhas rimas são pobres, inexperientes
a gramatica é um lixo, e meus dedos deveriam continuar mudos
palavras atras de palavras
e eu teclando essa falta de talento
Devo fazer isso pra aliviar a tensão dentro de mim
Devo fazer isso por puro desprendimento
teclando letrinha por letrinha
fazendo qualquer coisa, qualquer bosta
o tipo de coisa que a gente só revela pra nós mesmos
Pra fugir de uma depressão, de uma fossa
Poesia maldita
Acumulo de nóias, conflitos, tormentas
que a gente solta no ar feito balão
E acaba enrroscando em alguma nuvem cinzenta
Coisa de vadio, de quem não dorme direito
De quem tem medo de acordar
E se deparar com a mesma realidade de sempre
Nada de flores, moedas, caviar
nada de nada, a mesma batalha, sem campo, sem vitoria
A mesma musica horrivel sendo cantada mundo a fora
Eu escrevo pra matar o tempo, minhas angustias e medos
Escrevo pra espantar o tedio, soltar meus demonios, acalmar meus pesadelos
Não tem nada de belo, de rico, sublime ou poetico
Esse texto é tão importante quanto um liquidificador velho.

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