terça-feira, 20 de outubro de 2009

Filho da puta ta olhando depois de me bater
nesse terreno baldio que final que eu vou ter
Os muleke correu, tropecei, fiquei sozinho
Agora não tem perdão, vão me tirar o espinho
Ele olha, me ronda, ameaça e me cerca
trepado com uma 12 e apetite de uma fera
ta esperando uma ligação pra me apagar
Ja disse se eu me livrar, depois vai me pegar
Eu sei que eu mereço, não rezo, sou bicho solto
não tenho amor por mim, não tenho amor por outros
assim que eu me criei, assim é que eu vivo
tão morto quanto defunto e mortal feito um missil
ele olha nos meus olhos, eu sei o que ele quer
uma brecha nessas amarras e eu vou é dar no pé
Se pá peço pra deus, se pá para o diabo
Se eu escapar daqui eu mato esse arrombado
pois é, eu ja sei, minha raiz que não presta
minha mãe uma fudida e meu pai morreu na cela
Na tela ja vi meu rosto, eu ja sai em jornal
sequestro, latrocinio, homicidio, não sou legal
Fudeu o celular tocou ele sorri
Chegou a minha hora eu tambem vou sorrir
não vou dar pra ele o sabor da minha agonia
Vai puto pode atirar, olha o olhar de alegria.

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